Oncidium Sw.
Tribo: Cymbidieae
Subtribo: Oncidiniiae
Etimologia: Do grego = Onkos.
Olof Swartz, em 1800, nomeou este gênero com o nome de Oncidium em razão do pequeno calo situado na base do labelo que tem aparência de um pequeno tumor, intumescência e que em grego é Onkos

 


Não existe uma maneira padrão válida para cultivar todas as espécies de Oncidium. Seu cultivo vai depender da origem da espécie em questão.




Alguns deles gostam de uma luminosidade bastante intensa mas não deve receber os raios solares diretamente. Algumas vezes, esta condição ocorre na natureza mas, neste caso, existem outros elementos que compensam esta exposição direta. Outras espécies gostam de meia sombra e outras podem florir com meia sombra ou muita luz como O. pumilum (atualmente Lophiaris pumila), O. jonesianum, O. sarcodes, O. flexuosum, O. lanceanum(atualmente Lophiaris lanceana).

Algumas espécies gostam de mais luminosidade no inverno e mais proteção no verão como, por exemplo, o O. phymatochilum.

Algumas vezes, o deslocamento de apenas alguns centímetros possibilitando maior ou menor incidência de luz, determina uma mudança na floração.
 



De uma maneira geral, gostam de alternância de secura e umidade com muita rega no período de crescimento, desde o início da brotação até a maturação dos bulbos. Depois disto, deve passar por um período de descanso cuja intensidade e duração vai depender da espécie cultivada. As raízes podem estar sempre úmidas mas não ensopadas. Com os chamados equitantes (atualmente classificados no gênero Tolumnia), é preciso para não deixar o substrato secar completamente. Durante o inverno, algumas espécies precisam de um período de repouso bem severo, outras nem tanto mas de qualquer modo, esta diminuição de rega não pode provocar o enrugamento dos pseudobulbos e das folhas. Em geral, no sul e sudeste brasileiro, de onde a maior parte das espécies é originária, o inverno é seco, então durante este período, na natureza, eles não recebem muito água, apenas o orvalho da noite que é bem pesado. O cerrado, chapadas e os campos de altitude também são bastantes secos neste período. As espécies que são originárias da Floresta Atlântica precisam de mais umidade do que aqueles que vem de regiões mais secas.
Em flor, a freqüência da rega deverá ser reduzida de maneira considerável.



 

Em locais de clima quente, pode-se aplicar fertilizante durante o ano inteiro mas em locais de inverno mais rigoroso, este não parece ser o melhor caminho. Na minha opinião, neste caso, não devemos fertilizar durante a segunda parte do outono e durante o inverno.

Morando no Rio de Janeiro, a nível do mar, portanto um local de clima quente, apenas contando com uma temperatura mais amena durante o inverno (com exceções de alguns poucos dias, não chegando a ser realmente frio) geralmente, eu aplico, semanalmente, um adubo foliar balanceado , (10-10-10, 7-7-7) três vezes seguidas. Na quarta, aplico um adubo fosfatado para induzir à floração. Três meses antes da estação prevista para a floração, eu inverto esta aplicação e uso três vezes seguida o adubo fosfatado e um vez o balanceado.

Nas espécies que cultivo em vaso, tenho o hábito de colocar torta de mamona, no princípio da primavera, verão e no princípio do outono. Não coloco no inverno. Minha experiência diz que o uso da torta de mamona só deve ser feito em locais de muito ventilação e com uma luminosidade muito intensa. Entretanto, o uso da torta de mamona vem sendo contestado por muitos cultivadores e por muitos orquidários.


 

Existem espécies que podem ser cultivada praticamente em qualquer clima como
  O. ciliatum - Archive/Arquivo: Carlos Eduardo o Oncidium flexuosum,
o O. ciliatum,
o O. bifolium e
o O. baueri
  mas de uma maneira geral, as espécies não são muito tolerantes à inadequação da temperatura indicada para seu cultivo.
Uma planta de clima frio como, por exemplo, o Oncidium crispum e O. concolor, se levada para um ambiente de temperatura mais elevada vai florir e vegetar razoavelmente por dois ou três anos, no máximo e em seguida, definha subitamente e morre sem razão aparente a não ser o clima inadequado.
Assim, escolha as espécies ou híbridos de acordo com o seu clima:
  O. baueri,
  O. cebolleta - Foto/Photo: Sergio Araujo o O. cebolleta,
  o O. ciliatum, o O. flexuosum, o O. fimbriatum
  O. lanceanum - Photo/Foto: Sergio Araujo o O. lanceanum (atualmente Lophiaris lanceana),
  o O. macropetalum, o O. micropogon,
 

O. morenoi - Photo/Foto: Sergio Araujo o O. morenoi (atualmente Lophiaris morenoi),

  O. nanum (atualmente Lophiaris nana), O. sarcodes, entre outros, podem ser cultivados em clima quente, sem nenhum problema.
Em princípio, o O. pumilum (atualmente Lophiaris pumila) pode florescer tanto em clima temperado quanto quente, muito embora no último caso, às vezes, teime em não florescer sem motivo aparente.
  Em clima temperado e frio, cultive:
  O. cheirophorum,
  O. cornigerum - Photo/Foto: Sergio Araujo O. cornigerum,
  O. crispum - Archive/Arquivo: Carlos Eduardo O. crispum,
  O. cruciatum - Archive/Arquivo: Carlos Eduardo O. cruciatum,
  O. curtum, O. divaricatum,
  O. forbesii - Archive/Arquivo: Carlos Eduardo O. forbesii,
  O. gardneri, O. hastilabium, O. lietzei, O. pubes, O. ornithorhynchum, O. pulvinatum, , O. robustissimum, O. sarcodes, O. sphegiferum, O. varicosum, entre outros.
As espécies pertencentes à seção Cyrtochila (atualmente classificada como um gênero independente, Cyrtochilum) e à seção Cucullata (originárias de altas altitudes dos Andes) exigem decididamente serem cultivadas em clima muito frio e com luminosidade menos intensa do que as outras espécies.
O. carderi, O. falcipetalum, O. lamilligerum, O. macranthum, O. orgyale, O. serratum, etc.. (atualmente Cyrtochilum carderi, C. falcipetalum, C. lamilligerum, C. macranthum, C. orgyale, C. serratum) e O. cucullatum, O. dayanum, O. olivaceum, O. phalaenopsis, O. rhodostictum, etc.





Como muitos outros gêneros, o Oncidium gosta de uma leve brisa soprando para ventilar suas raízes, entretanto evite corrente de ar ou ventos fortes que possam secá-las completamente e fazer seus bulbos enrrugarem.

No Banco de Dados, existem diversas espécies de Oncidium abordadas. Consulte-o para encontrar as dicas de cultivo de sua espécie ou híbrido preferido.




O cultivo pode ser feito em placas ou palitos de xaxim, tocos de árvore (corticeira, perobeira, ipê, laranjeiras e limoeiros vivos, mulungu, dracenas, ) ou vasos com xaxim desfibrado, coxim ou casca.
  As espécies com rizoma rasteiro, como
 
O. crispum - Archive/Arquivo: Carlos Eduardo
O. varicosum - Archive/Arquivo: Carlos Eduardo
O. forbesiiArchive/Arquivo: Carlos Eduardo
 
o Oncidium crispum,
o O. varicosum var. rogersii
e o O. forbesii
  se dão bem em placas de xaxim macio. Quando cultivados em placas, palitos ou tocos, não devem ser mantidos em posição vertical, mantê-los sempre inclinado, quase que perpendicularmente.
  O melhor momento para replantar este gênero é na época do início da brotação e este momento pode vir logo em seguida da floração ou passado alguns meses, dependendo da espécie. É importante não transplantar em plena floração ou durante o período de repouso.