Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
Phalaenopsis violacea foi o simbolo da conferência.
A 17ª Conferência Mundial de Orquídeas (17th WOC) aconteceu de 26 de abril a 02 de maio de 2002, em Shah Alam, próximo a Kuala Lumpur, capital da Malásia e o tema geral da conferência foi: "Sustentando Orquídeas para o Futuro".
Foi uma conferência muito bem organizada, interessante e bonita.
O Mines Exhibition Center, escolhido para sediar o evento, tem um amplo espaço e ótima infra-estrutura.
Em seu andar de baixo, um grande salão foi dividido por uma rústica passarela construída com troncos. De um lado montou-se a exuberante exposição e do outro lado, os cerca de 70 stands de venda.
No andar de cima aconteceram as palestras da conferência, com os posters exposto no hall adjacente.
Já na cerimônia de abertura, com a presença do sultão e de várias outras autoridades nacionais e locais, ficou clara a grande importância dada à 17ª Conferência.
Mais de 800 participantes, de 54 países, estavam registrados. Como não poderia deixar de ser, a grande maioria de participantes era de asiáticos, mas também havia vários australianos e europeus. Desta vez o número de norte-americanos foi bem reduzido. Por ser tão distante para nós da América do Sul, a única brasileira presente era eu (que estou morando este ano na Austrália), além de pouquíssimos outros sul-americanos.


  A exposição chamava a atenção, antes de tudo, pela quantidade exuberante de flores.
Os expositores asiáticos parecem não ter medido esforços para mostrarem a excelência dos seus cultivos e o resultado foi um show de grande colorido.
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga


  De todos os expositores, os dois grandes premiados realmente destacavam-se no "mar de orquídeas":

o Singapure Botanical Gardens que recebeu o prêmio de "Grand Champion Display" com a montagem "Orquídeas no nosso dia a dia" onde, de um lado, mostrava
a fachada de uma casa maláia durante um dia de festa
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
  e, do outro, o interior de uma casa chinesa durante o festival de ano novo
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga

 
e a Eric Young Foundation que foi premiada com o "Reserve Grand Champion Display" por uma combinação simples e elegantíssima de Phragmopedium, Paphiopedilum e Cymbidium de altíssima qualidade.


Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
  O seu Phragmopedium Jason Fischer 'Isle of Jersey' foi escolhido como melhor híbrido da exposição.
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga

  Para quem, como eu, estava interessado em espécies realmente diferentes, a exibição de Hans Christiansen Orchidegartneriet, da Dinamarca, era um oásis no meio de inúmeros híbridos.

Hans Christiansen, com o seu magnífico exemplar de Bulbophyllum phalaenopsis ganhou o prêmio de "Reserve Show Grand Champion" e uma medalha de ouro.
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
Bulbophyllum phalaenopsis (detalhe)
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
O prêmio de
"Best Non-Malaysian
Orchid Species"
foi dado ao seu exemplar
de Coelogyne lawrenciana
'EOC Paris', com mais de
20 hastes florais, que também recebeu uma medalha de ouro.


 
As flores perfeitas de
Paphiopedilum rothschildianum

'Giant Wings' cultivado por
Tokyo Orchid Nursery,
mereceram o prêmio de
"Show Grand Champion"
e também foi considerada
a melhor flor de corte.

O Paph. rothschildianum é uma
espécie nativa da Malásia.
Foto/Photo: Geoff Fulcher. Foto: Geoff Fulcher


 
R.F. Orchids, o único expositor americano presente,
foi premiado com nove medalhas de prata.
Uma das medalhas foi dada a sua linda
Vanda
Robert's Delight 'Crownfox Big Red' FCC/AOC
Foto/Photo: Geoff Fulcher.
Foto: Geoff Fulche
r.

e outra à sua Cattleya intermedia var. orlata 'Crownfox" .
 
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
Epicattleya Aroma Grande
No seu stand
destacavam-se
especimens de
Encyclia,
Oncidium
e
Cattleya
,
com
bonitos híbridos
intergenéricos
como a Epicattleya Aroma Grande
(= Cattleya aclandiae x Encyclia cordigera).


 
Ainda entre as
plantas premiadas,
a flora brasileira
estava representada pelo
Oncidium
Serevent
(62.5% Onc. lanceanum),
cultivado por
K. Rauendran
Orchid Nursery
e que ganhou
uma medalha de prata
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga

 
e a Sophrolaeliocattelya 'Candy Ball' (62.5% Sophronitis coccinea e 12.5% Laelia flava), exposto por Nagoya International Orchid Show, que recebeu uma medalha de bronze.
Foto/Photo: M.Rosário Almeida Braga
 

  A planta escolhida como melhor Cattleya do show foi Brassolaeliocattleya Sanyang Ruby 'Crowned Drago', com grandes pétalas vermelho escuras.
Além das orquídeas expostas pelos cerca de 270 diferentes cultivadores , parte do salão estava reservada para mostrar diversos outros usos das orquídeas como em arte floral, pintura , cerâmica, selos, fotografia, tecidos e lindos bordados.

As palestras estenderam-se por quatro dias, organizadas em: 5 palestras principais, 5 simpósios (
"Orquídeas do Mundo", "A Ciência das Orquídeas Simplificada", "Conservação e Habitats", "Hibridização" e "Biotecnologia"), 3 mini-simpósios ("Biologia Floral", "Cultivo" e "CITES") e várias seções concorrentes, sendo que, no máximo três no mesmo horário, em salas bem próximas.
Perdi algumas destas apresentações para poder participar da viagem a Cameron Highlands (ver Orchid New #17) mas tive oportunidade de assistir algumas boas apresentações e só ouvi comentários bons sobre os trabalhos apresentados.
A Dra. Helen Nair, coordenadora do programa de palestras, reservou para o último dia o concorrido fórum de negócios
"O Negócio de Orquídeas no Novo Milênio" e a interessante seção final: "O Caminho Futuro para a Sustentabilidade das Orquídeas".

A Malásia, situada entre a Tailândia e Singapura, tem interesse em tornar-se um dos grandes produtores de orquídeas do sudeste asiático e organizou uma conferência internacional à altura dos seus interesses.

  Foto/Photo: ? . Manipulação digital/Digital manipulation: Sergio Araujo Rosário é carioca, bióloga, com mestrado em Botânica Marinha.

Entre 1988 e 1994 viveu no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, litoral sul de SP, quando começou a interessar-se pela conservação da Mata Atlântica.

Em setembro de 1994 começou a trabalhar no Orquidário Quinta do Lago, encantando-se imediatamente pelas orquídeas.

Desde então vem aprendendo sobre diversos aspectos das orquídeas e sobre seu comércio.

É mãe de 3 meninos e casada com o ecólogo australiano Tim Moulton, que este ano está trabalhando em Brisbane, Austrália.

  Todas as fotos do show © Maria do Rosário de Almeida Braga, exceto quando mencionadas


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