por Delfina de Araujo  (cont.)


  PHOTO / FOTO: SERGIO ARAUJO
Brassavola tuberculata Hook.

O gênero Brassavola R. Br. possui cerca de dezessete espécies que vegetam desde o nível do mar até 1.000m de altitude e ocorrem na América tropical (do México até a América do Sul).
O Brasil possui cerca de oito espécies distribuídas do norte ao sul do país.
Suas folhas são roliças, chamadas teretes, e lembram a cebolinha de cheiro.
São plantas epífitas, suas flores são duráveis, perfumadas, brancas e branco-esverdeadas.
A espécie em questão foi abordada em Orchid News # 15


  Cyrtopodium sp.

O gênero Cyrtopodium R. Br. possui perto de 40 espécies que ocorrem desde a Flórida até a Argentina e o Brasil possui cerca 35. O centro de distribuição do gênero é o Planalto Central, com sua área de cerrado.
A espécie ou espécies que ocorrem na cidade do Rio de Janeiro, além do Cyrtopodium polyphylum (Vell.) Pabst ex F. Barros, não foram, até hoje, definitivamente identificadas. Anteriormente eram classificadas como Cyrtopodium andersonni, mas esta espécie da América Central só ocorre no estados do Amapá, Amazonas e Roraima e talvez no Planalto central. O próprio Guido Pabst lamentou, em carta escrita a amigo, ter perpetuado este erro em seu livro Orchidaceae brasilienses .
Estas plantas são tratadas atualmente como sendo as espécies Cyrtopodium cardiochilum Lindl. ou Cyrtopodium glutiniferum Raddi, mas muitos estudiosos acreditam que estas espécies sejam sinônimos e ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre o assunto, cogitando-se tratar de mais de uma espécie.


  PHOTO / FOTO: SERGIO ARAUJO

Epidendrum denticulatum Barb. Rodr.

O gênero Epidendrum possui mais de 1.000 espécies distribuídas desde a Flórida até a Argentina.
São plantas terrestres, epífitas ou rupícolas.
O Brasil possui mais de 10% destas espécies.
A espécie em questão foi tratada em Orchid News # 22 e Orchid News # 13.

 

  PHOTO / FOTO SERGIO ARAUJO
Habenaria leptoceras Hook.

A Habenaria Willd. é o maior gênero de orquídeas terrestres e conta com mais de 500 espécies, distribuídas pela Ásia, África e na América do Sul. No Brasil, vegetam mais de 150 espécies.
A Habenaria leptoceras Hook é uma planta de lugares úmidos e mais ou menos sombrios das matas, com cerca de 60cm de altura, de flores verdes em rácimo densifloro.
Há registro de coletas bem antigas em Copacabana (Riedel), Pedra dos Cabritos - Tijuca (Hoehne), Ilha do Governador (Neves), Pedra da Gávea (Armando Frazão).
Pabst examinou material coletado no Sumaré (l923) e da Praia da Urca.
Ocorre, ainda, nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais


  PHOTO / FOTO: SERGIO ARAUJO
Oeceoclades maculata (Lindl) Lindl.

O gênero Oeceoclades Lindl. possui cerca de 31 espécies e é distribuído pela América do Sul, Central, sul da América do Norte, Flórida, África tropical, Ilha de Madagascar, Mascarene e Seychelles. São plantas terrestres, ocorrendo raramente como epífita.
A espécie Oeceoclades maculata (Lindl) Lindl., também conhecida como Eulophidium maculatum (Lindl.) Pfitz, é a única espécie que ocorre no Brasil.
É uma planta terrestre vegetando principalmente em camada de humus ou folhiço. Suas folhas variegadas (manchadas) lembram uma Espada de São Jorge, bem pequena.
 
Suas flores são rosas, pequenas de aproximadamente 1,5cm de diâmetro. Sua época de floração é o outono e frequentemente suas flores não duram muito, pois murcham após a polinização e sendo uma planta autopolinizante, isto ocorre muito precocemente. Sua inflorescência pode atingir até 40cm de comprimento e pode carregar 12 flores e às vezes, até mais.
No Rio de Janeiro, é encontrada com frequência em qualquer mata fechada.
Acredita-se que a origem desta espécie seja a ilha de Madagascar, no outro lado do continente africano, mas existe uma controvérsia muito grande. Não se sabe se ela veio para o Brasil nos navios negreiros ou se ela já ocorreria aqui antes da separação dos continentes. No entanto, caso seja esta a teoria correta, como se explica o fato da espécie não ter evoluído de maneira diferente tanto na África, Madagascar e no Brasil?
Na verdade, é a orquídea com maior área de dispersão, sendo distribuída pela África tropical, Brasil, Venezuela, Paraguai, Argentina, Panamá, Peru, Trinidad e Guianas.
Também no Brasil, tem uma área de dispersão muito ampla e ocorre, praticamente em todos os estados brasileiros, principalmente na costa, mas expande-se também para estados do interior: AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PE, PB, PR, RJ, RN, RR, RS, SC. O fato de ser autopolinizadora propicia a dispersão.

  PHOTO / FOTO: SERGIO ARAUJO

Sophronitis cernua Lindl.

O gênero Sophronitis Lindl. só ocorre no Brasil, Bolívia e Paraguai e possui cerca de 10 espécies, a maioria delas ocorrendo nos estados do sudeste e/ou sul, com exceção de:
Sophronitis cernua
que ocorre também nos estados de Alagoas, Goiás e Bahia;
Sophronitis alagoensis,
recentemente descrita por Vitorino Paiva Castro Neto & Guy R. Chiron que, como o próprio nome indica, ocorre em Alagoas e
Sophronitis mantiqueirae Fowl. também com relato para o estado da Bahia.

  Com exceção desta espécie e de Sophronitis alagoensis, todas as outras necessitam de altitude acima de 500m e clima bem ameno para serem cultivadas.
Sophronitis cernua
Lindl. ocorre em áreas a nível do mar e também em área do Planalto Central, no cerrado e estende sua distribuição por, pelo menos, 11 onze estados brasileiros: AL, BA, ES, GO, MG, PE, PR, RJ, RS, SC, SP. Fora do Brasil, ocorre também na Bolívia.
Sua inflorescência produz de 1 a quatro flores que possuem cerca de 2,5 cm de diâmetro. Suas pétalas e são sépalas são alaranjadas.

  PHOTO / FOTO: PLÍNIO SENNA
Vanilla sp.

O gênero Vanila Sw. possue cerca de 50 espécies e é o único gênero de orquídeas que possue um valor comercial de importância, fora o uso ornamental. Suas cápsulas são usadas para se obter o aromatizante baunilha.
O Brasil possuir cerca de 28 espécies.
Cresce como se fosse trepadeira e suas flores são de curtíssima duração e muitas vezes, principalmente no calor ou em exposição aos raios solares, não chegam a durar nem 8 horas.
A Vanilla bahiana Hoehne ocorre nos estados de AL, BA, ES, PA, PB, PE, RN e RJ.
Consulte o tópico Gênero no site Brazilian Orchids

 

Sobre orquídeas da cidade do Rio Janeiro consulte:

- Orquídeas do Pão do Açúcar - Orchid News # 16
- Orquídeas da Barra - Orchid News # 13 - Ocorrência de Cyrtopodium polyphyllum (Vell) F. Barros ex   Pabst, Epidendrum denticulatum Barb. Rodr. e Catasetum sp. nas areias da Barra da Tijuca.
- Morro do Leme, um reduto de Brassavola tuberculata - Orchid News #15

- Morro da Urca, Caminho do Bem-te-vi Orchid News # 22


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