Orchid News # 34
XIX WOC


Hoffmannseggella briegeri:
Uma moderna ferramento para os cruzamentos de Cattleya

 
  por Alan Koch
Golden Country Orchids

Foi amor à primeira vista…o esplendor das flores posicionadas acima da folhagem em inflorescência forte e reta. Eu soube imediatamente que eu precisava usar esta maravilhosa espécie na minha programação de híbridos. A Laelia de Brieger foi descrita por Blumenschein, em colocada, em 1960, no subgênero Parviflorae, Seção Parviflorae. Recentemente, Francisco Miranda colocou todo o subgênero Parviflorae no gênero Hoffmannseggella baseado nas diferenças morfológicas. DNA evidence will show this to be the proper move. A Laelia de Brieger é um dos mais fáceis membros do deste gênero para crescer e florir e um dos mais adaptadas a clima um pouco mais quente. É encontrada no Brasil, no estado de Minas Gerais, a sudeste de Diamantina, entre 800 e 1100m de altitude. A maior parte das plantas no habitat eram tetraplóides, entretanto ocorrem algumas plantas diplóides com flores menores e menos vistosas. As plantas tetraplóides têm 80 cromossomos e cruzam bem com a aliança da Cattleya.
As Laelias rupícolas foram consideradas muito tempo como difíceis de serem cultivadas e a Hof. briegeri não é exceção. Esta reputação foi adquirida com cultivadores experientes lamentando os problemas que tiveram com este grupo. Entender como elas crescem no habitat foi parte do problema. Os cultivadores dão às estas plantas luminosidade excessiva igual a que elas recebem na natureza e isto tende a queimá-las. A única coisa que parece ter sido trazida das condições naturais de crescimento seria a necessidade de secarem entre as regas, em conseqüência, a prática moderna em colocadas em pedra brita no tamanho de um ervilha, embora algumas pessoas tenham sucesso com substrato de casca misturada com esfagno. Nós gostamos de colocar as nossas em vaso de argila de modo a assegurar a secagem entre as regas. Nós interrompemos a rega no outono e no inverno e conseguimos uma melhor floração na primavera, o que a torna ainda mais desejável em cruzamentos. Em Northern Hemisphere, Hof. briegeri floresce de maio a junho. Embora as plantas cresçam com dias cálidos e noites frias, elas crescem e florescem bem no clima mais quente como o do sul da Flórida.
Sabendo que estas plantas vistosas eram todas tetraplóides, nós tivemos o cuidado de só cruzá-las com matrizes tetraplóides para evitar esterilidade em cruzamentos futuros. O primeiro hibrido feito foi a Sl. Pole Star um cruzamento de Sophronitis coccinea e Laelia briegeri (Hoffmannseggella). A Sophronitis era tetraplóide assim pudemos fazer o cruzamento. Nós procurávamos a robustez de ambas as matrizes para a progênie. Da Hof. briegeri nós queríamos levar a tendência da haste vertical, a robusta inflorescência, o número de flores, a maior tolerância a clima um pouco mais quente e o forte colorido do labelo. Da Sophronitis coccinea, nós queríamos conseguir as vistosas flores cheias com textura de poeira de diamante, diversas florações por ano, um crescimento rápido e vigoroso e múltiplas frentes para obter uma planta mais vistosa o mais rapidamente possível. O híbrido nos deu seedlings que eram vigorosos, tolerante a temperatura mais quente, mais fácil de cultivar do que ambas as matrizes e muito florífera. A única característica que não transmitida foi flores arredondadas, cheias que desejávamos. A forma era meio caminho entre as flores estreladas da Hoffmannsegella briegeri e a Sophronitis coccinea, com seu formato cheio e arredondado.
Nós fizemos mais de 20 cruzamentos com a Sl. Pole Star que funcionou bem como matriz. A progênie cresce rápido e uniforme no frasco assim como depois de retirada. A Hoffmannseggella briegeri transmite a haste vertical com flores posicionadas acima da planta enquanto a Sophronitis coccinea transmite um crescimento compacto vigoroso com flores arredondadas cheias. Um perfeito exemplo disto é encontrado na Slc. Sierra Gem, um cruzamento de Sl. Pole Star com Slc. Hazel Boyd; uma planta com crescimento ereto vigoroso, flores posicionadas acima da planta e forma arredondada. Resumindo, nós obtivemos uma planta que era mais fácil de cultivar do que a Hazel Boyd, com um crescimento mais compacto, com haste vertical e flores com os mesmos brilhantes tons de por do sol apenas ligeiramente menor. No uso de Sl. Pole Star em cruzamentos com matrizes com pétalas flamaeadas, nós conseguimos flores flameadas e espalmadas.
Dois híbridos que foram largamente usados são Blc. Love Sound e Lc. Tokyo Magic. Ambos foram usados no mesmo sentido que nós usamos a Sl. Pole Star, mas a progênie não foi tão consistente e nem o crescimento. O interessante sobre a Lc. Tokyo Magic (C. Irene Finney x L. briegeri), é que a Cattleya lavanda padrão quando cruzada com briegeri amarelo vivo resulta em progênie semi-alba. Com este conhecimento em mãos, esta característica foi muito usada em cruzamentos para intensificar o padrão flameado nas pétalas. Isto foi conseguido porque a briegeri tem tendência a esmaecer a cor das pétalas enquanto intensifica o colorido do labelo.
Nós concluímos que, em cruzamentos, os híbridos primários são fortes e consistentes matrizes como evidenciado na Sl. Pole Star. Nós fizemos dois outros híbridos primários com Hoffmannseggella briegeri, um com Cattleya walkeriana e outro com C. harrisoniana. Já floriram muitos da progênie com C. walkeriana e muitas flores de longa duração são semi-alba com uma textura de poeira de diamante. Temos muita esperança nesta progênie como futura matriz para semi-albas com pétalas flameadas e cruzamentos de “lavandas” e sabemos que a presença walkeriana nos ancestrais vai promover flores de longa duração com bom tamanho e forma. Esperemos que o futuro nos trará.


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