Werner Siebje Mancinelli

Os gravatás




As bromélias são plantas compreendidas na família botânica Bromeliaceae, que reúne 3.086 espécies. Elas são encontradas no continente americano, enquanto Pitcairnia feliciana é a única espécie do grupo encontrada no oeste africano. As bromélias distribuem-se desde  a Argentina e o Chile até o norte do estado de Virgínia nos Estados Unidos da América e são muito comuns no Brasil.
Também são conhecidas por monjola (em português), gravatá ou Caraguatá (em tupi-guarani). O nome bromélia vem da homenagem feita ao botânico e médico sueco Olaf Olc Bromei (1639-1705).
Essas plantas podem ocorrer como epífitas (apoiadas sobre árvores sem parasitá-las), como rupícolas (sobre rochas) ou ainda como terrícolas, que é o caso de Bromélia antiacantha.
Suas folhas são distribuídas na forma de rosetas (espiral) e muitas podem formar tanques para acumular água e detritos, além de serem revestidas por tricomas que auxiliam na absorção de água. Nas florestas tropicais, as comunidades de bromélias formam lagos suspensos.
Diversos animais usam bromélias como auxílio na sua sobrevivência; exemplo dos macacos, que bebem da água acumulada em bromélias epífitas e também podem se alimentar das suas folhas. Da mesma forma diversos insetos utilizam tais plantas como moradia e fonte de sobrevivência; além disso muitas aves se alimentam dos frutos e do néctar das flores.
Ocorrem em florestas tropicais em altitudes que chegam a 4.200m e são encontradas até em desertos. As maiores bromélias existentes ocorrem nos Andes, como é o caso da Puya mimondii, que atinge de 3 a 4m até 10 a 15m quando florida. A epífita Tillandsia usneoides (barba-de-velho) é provavelmente uma das menores espécies e, além disso, não apresenta raízes.