O gênero Bulbophyllum

Roland Schettler é um dos fundadores de “Vereinigung Deutscher Orchideenfreunde” e seu presidente desde 1995. Desde 1994 é o editor do “Journal für den Orchideenfreund”. Ele é também autor de diversos artigos e editor de dois livros concernentes a orquídeas e trabalha como cientista no campo da biotecnologia no “Institute of Pantbreeding, Bundesforschungsanstalt für Landwirtschaft em Braunschweig” Alemanha. Além disto, ele é professor em Halver, Germany, palestrante e juiz de Conferência Mundial de Orquídeas e do Europeen Orchids Council.
   





ON: Há quanto tempo o senhor estuda o gênero Bulbophyllum?
RS: Eu estudo Bulbo há 15 anos. Neste momento, três variedades de Bulbophyllum flabelloveneris antigamente conhecido como Bulbophyllum purpurifolium estão em flor.

ON: Bulbophyllum tem uma grande distribuição no mundo. Onde ocorre a maior parte das espécies?
RS: Eu acredito que a maior parte ocorra no sudeste da Ásia.

ON: Existem diferenças remarcáveis entre as espécies originárias da Ásia, África e América?
RS: As espécies asiáticas são mais coloridas e as flores são maiores do que aquelas vindas da África e da América.

ON: Em que tipo de habitat as espécies ocorrem? Todas as espécies são epífitas?
RS: Quase todas elas são epífitas mas elas têm necessidades diferentes no que diz respeito à luz, água e naturalmente temperatura.

ON: Atualmente há uma tendência a se subdividir gêneros grandes. O senhor acha que Bulbophyllum deveria ser revisado?
RS: Eu não acho necessário dividir o gênero mas alguns cientistas o farão em função das pesquisas de genética molecular.

ON: O senhor concorda com o Cirrhopetalum ou pensa que é apenas uma seção dentro do gênero Bulbophyllum?
RS: Para mim, Cirrhopetalum continua inserido dentro do gênero Bulbophyllum.

ON: Uma interessante característica é o labelo articulado, tem uma coisa a ver com o tipo de polinizador? Todos eles são insetos?
RS: A maior parte é de insetos. No entanto, o movimento do labelo, o batimento das pontas das pétalas e sépalas atraem abelhas e pássaros também. Eles também vão transportar, em alguns casos, o pólen.

ON: Em sua palestra, o senhor falou sobre as espécies originárias do Vietnam e dos países vizinhos. O senhor acredita que ainda há muitas espécies a serem descobertas na Ásia, exatamente em qual região?
RS: Eu acredito que há muitas espécies a serem descritas especialmente do Vietnam e da região de Papua Nova Guiné. Como eu disse em minha palestra, o grupo de Leiden (Ed de Vogel e Andre Schuiteman) vai descrever mais espécies no boletim “für den Orchideenfreund”.

ON: : O que o senhor poderia nos dar uma dica para o cultivo destas plantas?
RS: Eles devem ser cultivados em lugares com bastante luminosidade (2000-3500 footcandles), precisam de uma boa ventilação, umidade em torno de 40 a 60%. Eles podem crescer em qualquer substrato utilizado para as outras orquídeas ou podem ser cultivados em pedaços de cortiça, xaxim, madeira. Mas eles precisam de umidade e rega diariamente No que se refere à adubação, o tratamento é idêntico ao dado às outras orquídeas.

ON: O que você está preparando atualmente?
RS: Eu estou trabalhando como editor em uma monografia sobre Dendrobium junto com a Timberpress. O livro já estará disponível ainda este ano e eu também publico um boletim, veja em www.orchideen-journal.de.


ON: Muito obrigada, Roland Schettler


Bulbophyllum pecteveneris

Bulbophyllum lepidum

Bulbophyllum retusiusculum

Bulbophyllum frostii

 

Fotos por Roland Schettler


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