| |
Era considerado
um dos maiores gênero da família das orquidáceas e
alguns autores indicavam 750 espécies e alguns a situavam em aproximadamente
600. Em razão de estudos constantemente realizados, algumas seções
deste gênero foram elevadas à categoria de gênero e
assim, atualmente, o número de espécies diminuiu muito.
Karleinz Senghas informa (revisão da Die Orchideen de Rudolf
Sclechter, publicada em Schlecher, Die Orchideen, 3rd. edition,
l997) que até agora foram descritas 910 espécies com
o nome de Oncidium. Ele pôde comprovar, pela sua revisão,
a existência de 315 espécies, em torno das quais giram nada
menos que 222 sinônimos, os restantes 373 nomes pertencem a gêneros
independentes atualmente.
Mesmo com todos os cortes e com as transferências para os gêneros
acima citados, o centro de ocorrência ainda é o Brasil com
aproximadamente 100 espécies.
Três
publicações são muito importantes para entender este
gênero e os novos gêneros da Subtribus Oncidiniae:
1) Orchidaceae Brasiliensis (vol. II), de Pabst and Dungs;
2) Synopsis of the Genus Oncidium, de Leslie A. Garay and John
E. Stacy, publicado no Brasil, na Bradea, vol I, nº 40, l974 e
3) os recentes estudos de Karlheinz Senghas, acima citados.
Este
gênero ocorre na América Central e tropical, da Flórida
até a Argentina, no entanto a maior parte das espécies estão
no Brasil, Colômbia (região andina), Equador e Peru. Elas
ocorrem desde o nível do mar até elevadas altitudes (4.000
metros). Algumas espécies requerem clima bem seco e outras, que
são originárias da Floresta Atlântica, precisam de
um meio ambiente mais carregado de umidade.
Elas
crescem nas árvores, pedras ou na terra mas algumas espécies
epífitas são encontradas crescendo como terrestre ou como
rupícola e vice-versa.
É muito difícil, neste gênero, separar o hábito
vegetativo terrestre do rupícola.
A
inflorescência nasce, a cada ano, a partir de uma nova brotação,
surgindo das axilas das folhas ou na base do pseudobulbo.
|