Oncidium Sw.
Tribo: Cymbidieae
Subtribo: Oncidiniiae
Etimologia: Do grego = Onkos.
Olof Swartz, em 1800, nomeou este gênero com o nome de Oncidium em razão do pequeno calo situado na base do labelo que tem aparência de um pequeno tumor, intumescência e que em grego é Onkos

 

 

Era considerado um dos maiores gênero da família das orquidáceas e alguns autores indicavam 750 espécies e alguns a situavam em aproximadamente 600. Em razão de estudos constantemente realizados, algumas seções deste gênero foram elevadas à categoria de gênero e assim, atualmente, o número de espécies diminuiu muito.
Karleinz Senghas informa (revisão da Die Orchideen de Rudolf Sclechter, publicada em Schlecher, Die Orchideen, 3rd. edition, l997) que até agora foram descritas 910 espécies com o nome de Oncidium. Ele pôde comprovar, pela sua revisão, a existência de 315 espécies, em torno das quais giram nada menos que 222 sinônimos, os restantes 373 nomes pertencem a gêneros independentes atualmente.
Mesmo com todos os cortes e com as transferências para os gêneros acima citados, o centro de ocorrência ainda é o Brasil com aproximadamente 100 espécies.

Três publicações são muito importantes para entender este gênero e os novos gêneros da Subtribus Oncidiniae:
1) Orchidaceae Brasiliensis (vol. II), de Pabst and Dungs;
2) Synopsis of the Genus Oncidium, de Leslie A. Garay and John E. Stacy, publicado no Brasil, na Bradea, vol I, nº 40, l974 e
3) os recentes estudos de Karlheinz Senghas, acima citados.

Este gênero ocorre na América Central e tropical, da Flórida até a Argentina, no entanto a maior parte das espécies estão no Brasil, Colômbia (região andina), Equador e Peru. Elas ocorrem desde o nível do mar até elevadas altitudes (4.000 metros). Algumas espécies requerem clima bem seco e outras, que são originárias da Floresta Atlântica, precisam de um meio ambiente mais carregado de umidade.

Elas crescem nas árvores, pedras ou na terra mas algumas espécies epífitas são encontradas crescendo como terrestre ou como rupícola e vice-versa.
É muito difícil, neste gênero, separar o hábito vegetativo terrestre do rupícola.

A inflorescência nasce, a cada ano, a partir de uma nova brotação, surgindo das axilas das folhas ou na base do pseudobulbo.

  O. sarcodes - Foto/Photo: Sergio Araujo A inflorescência pode carregar uma ou mais de cem flores, dependendo da espécie.
Algumas espécies são conhecidas em razão do tamanho desta inflorescência como o O. baueri , o O. sarcodes (espécies brasileiras) e o O. altissimum (espécie da América Central).
  Em algumas espécies como o Oncidium papilio Lindl e o O. kramerianum Rchb. f. (atualmente Psychopsis), as flores surgem da mesma haste por anos, assim ela não deve ser cortada quando uma flor morre.

Suas flores podem variar desde 1 mm até 10 cm de diâmetro e o tamanho das plantas é também bastante variado indo desde as diminutas espécies da Seção Plurituberculata (atualmente classificadas como Lophiaris) com pseudobulbos de até menos de 0,50cm de altura como o
  O. pumilum O. pumilum - Photo/Foto: Sergio Araujo e o O. morenoi, O. morenoi - Photo/Foto: Sergio Araujo  
O. longipes - Arquivo: Carlos Eduardo   ou o O. schwambachii (atualmente Lophiaris schwambachiae ) cujos pseudobulbos mal chegam a 1cm, até às da seção Walueva (o O. pubes ou o O. truncatum, com pseudobulbos de 5 a 7cm por 1cm), ou às da Seção Paucituberculata (o O. loefgrenii com 5cm de comprimento),
ou ainda às da Seção Concoloria (o O. concolor com 6cm e o O. longipes com 3cm.) até o Oncidium orgyale (atualmente Cyrtochilum orgyale) ou o O. macranthum (atualmente C. macranthum) que podem atingir 6m de comprimento.